quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Cicatrizes da Estrutura


Me questiono sobre como as coisas foram chegar até aqui. A resposta é clara. Sabemos que essas estruturas existem para nos manter na posição que nos foi designada. O garoto pobre da favela deve continuar sendo o pobre favelado.

Tomar consciência da existência dessas estruturas que servem para o extermínio, majoritariamente do meu povo negro, é não só doloroso como também traz um grande fardo que é a sede de mudança. Hoje, sei o que é viver uma vida digna, entendo que por muito tempo ela nos foi negada, e desejo que a partir de um futuro próximo, não só eu como todos os meus semelhantes possam ter acesso aos direitos básicos necessários para existir como um ser digno.

Mas deveria eu carregar esse fardo?

Vejo muitos dos meus lutando bravamente e conseguindo burlar as estruturas, mas eu não consigo encontrar apoio suficiente para avançar. Sei que todos temos nosso tempo, nossas individualidades, mas não quero ser daqueles que movimenta pequenos tijolos, precisamos nos apressar e construir grandes passos de mudanças.

Precisamos de união, inteligência, empreendimento, organização... Eu preciso produzir

Produzir

Produzir

Produzir

Produzir

Esse desejo me consome. Há necessidade de procurar meios de desenvolver minhas ideias, mas são tantas, tantas possibilidades e estou perdido. Ao tentar um dos caminhos, não consigo força suficiente para fazê-lo. Eu estudo isso, estudo aquilo, mas no final, não serve de nada. Não consigo me aprofundar. Minhas decisões escoam entre meus dedos como se meu corpo e minha mente não conseguissem entrar em comunhão.

Falam-me sobre eu ser uma pessoa forte e inteligente. Eu adoraria acreditar. Sou um grande impostor. O jovem que deseja muito e é pouco.

sábado, 13 de julho de 2019

O Menino Que Queria Salvar O Mundo

Nascer em uma família pobre e destruída por uma relação mal construída de meus pais, foi o que, apesar de ter me gerado um grande pacote de sofrimentos, também me implantou consciência e empatia sobre o mundo, pois, aprendi o que era a dor e sendo assim, não deseja-lá para ninguém.

Tentar entender o mundo nunca foi fácil para mim, imagino que também não seja para outras pessoas, mas a vontade nata de buscar soluções para os problemas dos outros me fez chegar até aqui. Talvez realmente seja uma grande virtude, ou apenas uma forma de meu subconsciente buscar uma recompensa que muito me foi negada, a atenção, o amor e o carinho.

Negro, gay, antissocial e outras características de minha identidade que me deixam mais a base da piramide hierárquica de respeito em nossa sociedade, com a injustiça sempre estive de mãos dadas, mesmo antes de entender o que era. Como pode o menino crescer e achar que pode mudar o mundo?

Já pensei em mudar pela raiva, mas o ódio gera ódio, e o ódio que vem de cima sempre será mais forte, sempre será mais corrosivo. Já pensei em mudar pelo amor, mas o amor aqui é mercadoria, o amor tem valor, e o meu amor não vale nada, é ignorado. Como pode oferecer amor o menino que não recebeu?

O menino tentou, tentou e tentou... mas o menino não teve um resquício de retorno. Tente mais uma vez, dizem ao menino, se não der certo, tente de novo, e continue tentando, pois o menino está apenas no começo. A guerra é longa, o menino está cansado, ele está sempre tentando de novo e está sempre recomeçando. Como pode assim, o menino chegar ao fim?

A guerra está por todos os lados, o menino é um só. O menino é teimoso. O menino não tem recompensa. O menino não tem força. O menino está sozinho. Como pode o menino salvar o mundo sozinho?

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O medo da solidão

Sou cercado de amor, sempre fui assim. Sempre gostei de histórias de amor, sempre gostei de amar. Mas nunca fui amado de fato e isso justifica o título deste texto.

Sempre quis viver uma história de amor típica de cinema, sabe? Ou típica de um bom livro. Mas nunca vivi, sempre me rendi as migalhas das mais diversas pessoas que passaram na minha vida pelos últimos 21 anos.

E isso está me deixando com medo, com medo da solidão. Será que eu "fiquei pra titio"? Como dizem nas famílias quando a pessoa fica muito tempo solteira? Será que serei aquele tio solteirão? São perguntas das quais me faço diariamente afim de tentar entender o porquê de um jovem tão romântico nunca ter de fato vivido uma linda história de amor como sempre desejou.

Alguns irão dizer:"Ah, mas você é jovem, ainda irá encontrar o amor da sua vida". Talvez eu encontre, talvez, mas se eu não encontrar? Terei que aceitar o destino de ser o tio solteirão? Não que eu não goste da minha companhia, pelo contrário, amor próprio eu tenho. Mas tenho tanto amor que não acho justo guardar só comigo, eu quero poder transbordar outra pessoa com esse amor que eu tenho.

Eu quero encontrar alguém que me faça acreditar que o amor vale a pena (como eu mesmo digo quando aconselho algum amigo). No fundo eu só não quero me sentir sozinho, sabe?

Mas eu sei que o amor, aquele amor verdadeiro chega com o tempo. Então não adianta eu sair dando like pra qualquer pessoa no tinder, flertar com vários na rua,pedir ajuda aos amigos. Pois no fundo, bem no fundo, eu sei que quando for a minha hora alguém irá aparecer.

Até lá só me resta esperar...e claro, não deixar ser dominado pelo medo.

É isso, até o próximo post!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A Maldição dos 6 Meses

Há uma maldição temporal em minha vida. Tudo ao começar, tem uma média de 6 meses para terminar. Parece pouco tempo, mas para uma pessoa da qual sua mente funciona de forma intensa, se passaram quase 6 anos por tantos acontecimentos registrados. São relacionamentos, hobbies, estudos, interesses em entretenimento... Tudo passa por meio dos 6 meses.

Para fundar a minha tese de que possuo essa maldição, olho para trás e analiso como as situações se repetem dentro desse prazo. Hoje é o dia do qual a última variável para meu estudo ocorreu. Dentre algumas decisões em minha vida e de terceiros, terei que mudar de casa e companheiro de lar. Lugar do qual boa parte das pessoas que rodearam a minha vida nesse momento fizeram parte.

No momento, está sendo uma dor terrível de deixar para trás um pedaço de minha história. Dentro desse quarto bagunçado eu me entorpeci, fiquei bêbado, fiquei chapado ao extremo, desmaiei e vomitei. Dentro desse quarto pequeno eu dormi, tive ótimos sonhos, tive péssimos pesadelos, tive acolhimento de braços amigos e tive ótimos momentos de larica. Dentro desse quarto apertado eu amei, amei meu amigo, aprendi mais um pouco a amar a mim mesmo e me apaixonei por um novo homem. Eu me apaixonei, mas dessa vez foi com responsabilidade e com respeito a mim, esse homem não me amava de volta, então entendi que ele não poderia ficar. Eu deixei ele ir, próximo á conclusão dos 6 meses.

A praga dessa maldição é a saudade, pois a saudade machuca. Porém, é preciso seguir com o caminho após o inicio de um outro ciclo, e nesse novo ciclo levarei comigo as memórias. A alegria, entusiasmo, vontade de tomar à frente e carência de atenção de meu amigo ficarão em meu coração. O toque, o beijo, o sexo e o carinho do homem que amei também carregarei no peito.


Agora, preciso estar aberto aos novos abraços, novos beijos e novos amores. A vida é uma grande jornada, então sente-se e aproveite a vibe.

Wesley Belarmino.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Sobre O Rio

Sobre o rio, eu me questiono:
Eu precisarei de uma pedra?
Não... Meu coração é pesado o suficiente,
Ele me levará para o fundo com certeza.

Sobre o rio, eu sorrio:
Vou sentir falta de tudo?
Não... Estarei orgulhoso em deixar para trás...
E nunca mais voltar.

Sobre o rio, eu fecho meus olhos:
Um pulo e eu estarei lá?
Não... Alguém pulou antes de mim...
E ele nunca será meu amigo.

Sobre o rio, eu penso:
Vou pular novamente?
Não... Por trás das portas fechadas
Me apaixono novamente pelo meu ser.



******

Essa é uma tradução/adaptação de um de meus poemas favoritos em seu nome original Standing By The River, por Agnieszka Surygala. O poema foi feito exclusivamente para um game do qual eu adoro chamado Cat Lady e aborda o conflito de uma mulher ao se questionar se deve ou não cometer um suicídio.

Falar sobre sentimentos e sobre como podemos cair em buracos na vida é algo que me atrai, porém gostaria de deixar claro que não estou aqui para fazer apologia ao suicídio. Quando estamos em um buraco, muitas vezes não conseguimos ver uma saída, só que muitas vezes a saída é apenas aguardar o dia seguinte e viver um após o outro. Se você tem algum pensamento do tipo, peço que por favor, procure ajuda! Nós estamos juntos nessa! Abraços!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Situações Embaraçosas Envolvendo Sexo 01

Estive lembrando como eu sou uma pessoa tapada e que não perco as oportunidades de passar vergonha nem em momentos que envolvem sexo. Então resolvi contar um pouco sobre essas experiências em forma de episódios, pois imagino que outras pessoas podem se identificar ou apenas se entreter com elas. Enjoy!

Eu não sei o seu nome

Eu estava me arrumando para uma noite de balada com meus amigos e de fato aquela noite prometia. Um de meus crushs supremos estaria por lá. Nós já havíamos conversado algumas vezes e inclusive já tínhamos nos beijado. Aqueles lábios carnudos e aqueles cachos negros conjuntos de uma barba crespa me faziam arrepiar, aquela noite havia de ser o momento que ficaríamos mais íntimos.
­— Vamos arrasar por lá, Wesley! — Disse uma amiga enquanto nos arrumávamos em um mesmo espelho de um quarto bagunçado.

Chegando lá, música alta, pessoas dançantes com copos fluorescentes de bebida, luzes verdes e azuis piscando para todos os lados e o lugar era escuro para dar o clima à vida noturna. Estava sendo puxado pelas mãos por um de meus amigos me direcionando ao bar que ficava ao lado da pista de dança, estávamos em cinco pessoas, mergulhávamos dentro da fumaça que estava cobrindo o local.
Pegamos nossos primeiros drinks, era algo como vodka com energético sabor de maracujá (cada um com seu gosto, amores). Tomávamos um, dois, três ou quatro copos quase que simultaneamente enquanto dançávamos como se estivéssemos flutuando na pista de dança.

Dentre aquelas reboladas e piruetas coreografadas com os amigos, consegui visualizar do outro lado da pista entre a fumaça existente ali o tal crush supremo. Ele estava lindo com aquele suéter preto combinado com seu chapéu de aba curta. Ele também me viu. Trocamos olhares e ele saiu da pista de dança, sumindo dentre a fumaça. Eu entendi o recado, então, me afastei de meus amigos e fui atrás dele.

Chegando na cobertura da casa noturna, consegui identificar sua silhueta encostada na grade da sacada enquanto fumava um cigarro. A vista dali é muito bonita. Pode-se enxergar alguns prédios históricos conjuntos de prédios bem maiores e modernos, cujo em meio a noite, aparentavam carregar estrelas.

Será que eu já estava bêbado o suficiente para mostrar toda a confiança que só a bebida pode me trazer? — Eu pensei. — Talvez eu realmente estivesse, ou simplesmente acreditei na ideia de estar.
— Olá! Sentiu saudades? — Eu disse enquanto acendia o meu cigarro.
— Oi, Wesley! Você é sempre tão convencido, né? — Ele perguntou com uma risada leve, porém sarcástica.
— Talvez... — Respondi enquanto dava minha recorrente virada de olho. Eu utilizo essa resposta quando não sei responder ou não quero dizer a verdade. A verdade é que ele só conversou comigo das vezes em que eu estava bêbado, então ele não tinha noção da pessoa tímida e sem confiança que realmente sou.
— Eu vim com meus amigos. E você? Está acompanhado? — Perguntei esperando que, por mais que estivesse, daria esperança de ficar comigo no fim da noite.
— Que legal! Eu vim com meus amigos da faculdade. Estamos aproveitando o momento de folga com o fim do período de provas. Gostaria de se juntar com a gente? — Quando ele disse isso com um sorriso bem sincero em seu rosto eu senti que de fato eu conseguiria concluir o meu objetivo da noite. Eu iria passar o resto da noite com ele, e a partir do momento em que tornássemos mais íntimos poderíamos começar a namorar e programar a nossa vida de casal.
— Eu adoraria! Só preciso ficar mais um pouco com meus amigos, tudo bem? — Eu puxei levemente o seu rosto com as minhas mãos e lhe dei um beijo na bochecha. Um beijo suave no rosto é uma forma de ser difícil, porém demonstrando que há um interesse. Funciona quase sempre.
— Tudo bem. Nos vemos logo, gato! — Ele disse e deu uma piscada com o olho direito. Meu coração disparou ao observar os seus olhos negros como o céu daquela noite.

Eu voltei para a pista e mal chegando fui puxado pelos meus amigos com suas caras de julgamento — eles sabiam o que provavelmente eu teria feito na ausência deles.
— Onde você estava, Wesley? — Disse um de meus amigos sorrindo e gritando, porém quase não conseguia ouvi-lo por conta da música alta.
— Lembra daquele crush que te mostrei no fim de semana passado? — Também gritava para que eles conseguissem ouvir, mas dentre a conversa, não parávamos de dançar.
— O cara dos cachos? — Os rostos deles demonstravam surpresa.
— Siim! Ele é lindo demais!
— Precisamos comemorar! Vamos para o bar, gente! — Entre os meus amigos, tudo é motivo de comemoração e quase toda comemoração envolve bebida.

Todos compramos nossos shots de tequila. Olhávamos uns para os outros com um ar de concordância com o que estava para vir. Contagem regressiva e...


— Viva a nós! — Gritamos e tomamos com um gole só a bebida quente que havia naqueles minis copos. As risadas e a musica começava a se misturar e esvaecer em minha mente. Dançava e sentia meu corpo leve como se ali só houvesse meu espirito. Minha visão estava se tornando cada vez mais fosca até que...

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Fui abrindo lentamente os meus olhos, minha cabeça doía como se estivesse levando pontadas dentro de meu cérebro. Ao abrir os olhos, a imagem que estava a minha frente foi gradativamente ficando nítida e pude perceber uma porta com um pôster da banda Paramore, eu estava no meu quarto. Havia várias roupas jogadas no chão — O que aconteceu ontem à noite? Eu me perguntava. — Percebi que haviam mais peças de roupas do que eu estava vestindo, quando de repente, senti uma mão macia envolvendo a minha cintura.

Ótimo! Apesar de não me lembrar de muita coisa, eu consegui meu objetivo. Estávamos ali de corpos nus. Não pude imaginar que seria tão bom sentir seus braços em cima de mim, então tirei sua mão de minha cintura e envolvi seu braço ao meu redor. Fechei os meus olhos e só apreciei o momento por alguns minutos.

Quando abri meus olhos novamente percebi que os seus óculos estavam em cima de minha estante. Peraí! Os seus óculos? Não me recordo de que ele usava óculos. Eu lentamente tirei seus braços de cima de mim e fui me virando lentamente para vê-lo. — imagine o suspense desse momento — E quando me virei para o seu rosto... Cadê os cachos? Ali haviam cabelos lisos e castanhos. O seu rosto também não era lá um dos que costuma me atrair. Droga! Eu não acredito que além de perder minha memória estava deitado com outra pessoa na cama e aliás... quem era aquela pessoa?

Ele acordou, abriu os seus olhos, me olhou com um sorriso no rosto e me beijou, enquanto eu estava congelado com o choque que estava presenciando no momento.
— Você dormiu bem? — Ele perguntou com uma voz de sono.
— Sim. Eu acho que sim. Haha! — Eu respondi deixando evidente o meu desconforto. Será que eu deveria falar para ele que não me lembro de nada ou fingir que me recordo de tudo? — Você também dormiu bem?
— Sim, foi ótimo dormir com você. — Essa resposta foi um soco em meu estomago.
— Que ótimo! Haha! — Eu não consigo disfarças meus sentimentos, então eu começo agir de forma muito estranha enquanto estou desconfortável. — Vamos vestir nossas roupas e tomar um café? O que acha? Haha!

Depois daquele evento constrangedor, estávamos vestidos sentados na mesa da minha cozinha. Eu estava servindo o café da manhã enquanto bolava formas de tentar descobrir o que aconteceu na noite anterior sem parecer um completo idiota.
— Então, a noite de ontem foi ótima, né? Haha! — Eu disse esperando receber respostas.
— Sim! Nós dançamos muito, aliás, você dançando é demais! — Ele disse expressando a sua euforia.
Peguei discretamente o meu celular para olhar as mensagens, e lá haviam mensagens de apenas dois de meus amigos, questionando “Kd vc sua louca?” e “Wesley, onde você se enfiou?”. O pensamento “Eu não deveria ter ficado tão louco” dominou a minha cabeça.

Decidi ser sincero para poupar ele e eu mesmo de tal calamidade que é omitir as coisas.
— Olha, não me leve a mal, por favor! Mas, qual é o seu nome? Eu bebi muito ontem e não consigo me recordar. — Franzi as minhas sobrancelhas mostrando que estava me sentindo culpado pela situação.
— Meu nome é Wagner. Eu entendo você! Também não me recordo de seu nome. Você se lembra de como nos conhecemos ontem a noite? — Eu não sei se ele realmente havia esquecido meu nome ou se sentiu no direito de mentir sobre isso para não parecer que ficou para trás.
— Desculpa, mas não me recordo de quase nada do que aconteceu. Só consigo ter alguns flashs de memória em minha cabeça. Aliás, eu sou o Wesley. É um prazer conhecê-lo. Haha!
— É uma pena você não se lembrar, pois dos momentos que me lembro, sinto que foram maravilhosos e adoraria repeti-los.

Bom, depois do ocorrido o crush supremo não quis mais saber falar de mim e até hoje não lembro o que de fato ocorreu naquela noite. Sobre o Wagner, após o café da manhã, ele me fez recordar dos momentos que tivemos juntos naquela noite umas 2 ou 3 vezes. Só que nosso relacionamento não durou mais que dois fins de semana até eu descobrir o babaca que ele era. A vida é cheia desses momentos aleatórios cujo adoro ver como algo cômico.

Fico por aqui e retorno com novas histórias do tipo. Prometo melhorar e praticar mais minha escrita. Se gostou desse tipo de postagem me informem, preciso de um respaldo, por favor! Até a próxima!


Por Wesley Belarmino

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Não se entregue!

Oi, gente!

Fazia tanto tempo que não escrevia para o blog, mas hoje bateu saudades e nem falei com o Wesley que iria escrever.

É tão difícil falar sobre isso, mas tentarei contar do começo.

Há uns 5 anos eu percebi que alguma coisa na minha vida estava diferente, há 5 anos a depressão deu os primeiros sinais na minha vida. Só que eu sempre ouvi da minha família que aquilo era "bobeira", portanto nunca fui atrás de ajuda.

Há menos de um ano as coisas pioraram e sem saber muito o que fazer, eu pedi ajuda para algumas amigas, que me aconselharam a procurar ajuda psicológica. E eu mais uma vez não fui atrás da ajuda necessária, posteguei, não por achar bobeira, mas por não ter forças realmente de ir atrás.

Há menos de um mês aconteceram inúmeras coisas na minha vida e eu precisei pedir ajuda. Pois percebi que não era normal uma pessoa sentir vontade de se matar todos os dias, não conseguir sair da cama, não conseguir mais sorrir.

Há uma semana, enfim eu consegui recorrer a ajuda psicológica, quando cheguei no extremo dos problemas da minha vida. Ou eu recorria a uma ajuda ou eu me jogava do primeiro precipício que estivesse na minha frente.

A mensagem que eu quero deixar nesse texto é: sempre peça ajuda, depressão é coisa séria, não faça como eu que só pedi ajuda depois de uma tentativa de suicídio. Procure ajuda, grite, desabafe, mas não se entregue a depressão.

É isso, a gente se encontra em algum post qualquer hora dessas.

P.s: A imagem que ilustra essa publicação é do filme "Com Amor, Simon" que representa um pouco do que estou passando.


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Relacionamentos Em Um Copo de Vinho

Um bom álbum da Nina Simone e uma garrafa de vinho, esses são os ingredientes para o começo deste texto. Nina Simone é uma personalidade fantástica que teve bastante impacto social nos anos 60, cujo eu me inspiro hoje em dia. Inclusive, recomento muito suas musicas e o seu documentário "What Happened, Miss Simone?" (tá disponível no netflix).

Escrever é uma dádiva que tenho me dedicado em certos momentos de minha vida, que sem perceber, acabei registrando acontecimentos bons e ruins dentro de um grande período de tempo. Esses eventos poderão estar por aqui mesmo depois de anos, talvez por anos até em que eu já não esteja mais fazendo parte daqui e absorvo isso como algo incrível. Além do mais, escrever também é algo muito relaxante para mim. Escrever funciona como uma válvula de escape para que os sentimentos não estourem aqui dentro.

Falando em sentimentos, podemos começar a falar sobre a minha atual vida amorosa? Isso costuma ser muito importante para as pessoas. Já não sei se considero importante para mim, pois após tantas frustrações e amadurecimento, acabei me convencendo que as pessoas hoje em dia não estão preparadas para seguir com um relacionamento, ou talvez apenas eu não esteja. Desmarcar encontros recorrentes em cima da hora, sair com pessoas que acabei de conhecer apenas para satisfazer minhas carências e evitar envolvimentos que começam a se tornar mais íntimos. Esta tem sido a minha forma de encarar relações amorosas.

Evitar de se envolver tem sido o meu escudo. Deixar sua alma ser tocada por qualquer pessoa pode trazer um grande estrago para ela. Porém, não estou imune a sentir aquele frio na barriga ao receber mensagens de uma pessoa. Tenho encontrado algumas pessoas, conversado e feito sexo casual, mas com uma pessoa em específico há algo que já senti algumas vezes mas não de forma comum. Vamos tentar entrar em contato com os conflitos que tenho em minha cabeça sobre está pessoa?

Ele consegue me induzir a vir me visitar mais vezes do que eu permitiria outra pessoa, ele diz gostar do mundo que criei em meu quarto, ele gosta de escutar as minhas histórias (Aliás, o que não é novidade para um Curitibano sobre uma vida no Rio de Janeiro, não é?), gosta de conhecer as minhas musicas e meus demais gostos, gosta de acariciar o meu cabelo enquanto escutamos Willow Smith e dividimos drogas ilícitas, gosta de acariciar a leve curvatura que há entre meu abdômen e minha virilha, diz amar a cor de minha pele e o formato de meus lábios.

Sua aparência e suas idéias também me agradam, ele é meu veterano na faculdade, o que eu poderia esperar? Além de já estar quase concluindo nosso curso e saber de quase tudo sobre os assuntos da faculdade, ele possui lindos cachos dourados, olhos azuis com um entorno avermelhado pelo uso de THC, uma barba loira e crespa cujo seu toque me causa arrepios e lábios que apesar de não serem tão grossos quanto os meus, consigo sentir toda a suavidade neles, tocando-os como se me levantassem e me tirassem de minha realidade. E é deitando sobre seu peito que consigo me sentir seguro mais uma vez.

Isso é positivo até eu pensar que essa pessoa de fato não pertence a mim, talvez nunca pertença, como todas as outras que já passaram pela minha vida e fizeram tal bem. Ninguém é dono de ninguém, não é mesmo? Pelo menos na teoria é fácil de se pensar dessa forma, mas nem sempre na prática conseguimos controlar essa nossa vontade de obter as pessoas como se fossem de fato nossas. Essa pessoa presente no atual momento em minha vida realmente é muito especial e me faz sentir bem, não excluo esse fato. Porém, já conversamos sobre nossa relação e entramos em um acordo quase vindo apenas de uma das partes sobre ser algo apenas casual.

Relacionamentos tanto amorosos quanto os demais são muito complicados. Treino e reflito todos os dias sobre como lidar com eles, só que ainda não me vejo capaz. São muitas questões sociais, econômicas e raciais envolvidas nessas relações. Fora que mesmo excluindo todos esses impedimentos, ainda sim é dificil lidar com a mente de outras pessoas. Dessa forma, o que consigo ter de fato como amigo, são o meu cigarro e minha taça de vinho. Companheiros que vão me matando lentamente, porém sem me beijar e me abandonar no final.


Por Wesley Belarmino.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

O Mulato

Conforme vamos amadurecendo, vamos passando a perceber quem somos e qual espaço ocupamos na sociedade. Eu particularmente não costumava parar para pensar sobre minha descendência, pois achava que era algo que não era relevante para minha existência. Talvez, isso seja porque a minha família não soube me passar essa vontade de manter um legado, coisa que algumas famílias costumam ter. Só que hoje consigo ter a ciência que isso é muito importante para o meu conhecimento próprio.

Conheço um pouco da história de família da minha mãe. Nossa família veio da Itália com as imigrações massiva dos italianos no final do século XIX. Entendo que meus descendentes por parte de minha mãe foram expulsos da Europa pelo crescimento demográfico no processo de industrialização. Minha família não era muito importante, mas eu consigo seguir uma linha temporal de registros para encontrar alguns antepassados de minha família por parte materna. Tenho feito isso ultimamente para tentar me conhecer um pouco.

Porém, onde eu quero chegar com essa questão é que: a minha descendência paterna (cujo é afrodescendente) foi apagada. Eu sequer sei como a minha família por parte paterna chegou no Brasil. Digo, sei como chegou e que não chegou em boas condições, porém existem 54 países no continente africano com culturas e histórias diferentes, e eu não tenho a menor ideia de onde eles vieram. Como foi a história deles? Eles provavelmente foram massacrados e tratados como qualquer coisa por outras etnias, foi uma galera que foi tratada como lixo! Até o momento, eu só sei disso.

É dificil olhar para trás e tentar entender tamanha perversidade nos atos que foram atuados contra meu povo. Isso são coisas que não aconteceram em menos de um século pra trás e isso não é muito tempo. Além do mais, temos cicatrizes desses acontecimento que carregamos em nossa sociedade e que estão o tempo todo tentando silenciá-las ao invés de saná-las, como se o que ocorreu fosse algo que pudesse ser apenas ignorado. 

Enfim, poderia usar o momento para problematizar muito neste texto, só que não é a minha intenção no momento. Só gostaria de tentar passar um pouco da minha visão de vida para vocês, pois está é a intenção do meu blog pessoal. E dizendo por mim, como uma pessoa mestiça, eu me importo e sofro por meus irmãos e irmãs de minha comunidade negra da qual, sim, eu faço parte.

Alguns podem tentar me salvar dessa minha característica, dizendo coisas como "Aah... mas você não é tão negro assim...", como se ser negro fosse algo que te 'denegrisse'. Ou até tentar me excluir do movimento por eu ser beneficiado por ter uma pele clara, como se o fato de eu ter uma pele clara me isentasse totalmente de sofrer preconceito ou de me preocupar com a história dos meus antepassados. Sim, entendemos que há um impacto diferente da sociedade na vida de pessoas negras com pele mais clara para pessoas negras com pele mais escura, só que isso não isenta o meu protagonismo dentro do movimento.

Eu sinto que as pessoas me tratam de forma diferente muitas vezes e você consegue perceber que é por conta da cor da pele. Já fui muito sexualizado, como sendo apenas uma pessoa legal para se ter um bom coito, porém não sendo uma possibilidade de envolvimento amoroso na vida da maioria das pessoas com que já me envolvi. De fato, não há idealização de um relacionamento saudável com pessoas negras em na nossa sociedade atual. 

Agora, não sou afetado só nisso, né? Tem aquelas corridinhas que a gente dá para pegar o ônibus ou não chegar atrasado em algum lugar e as pessoas ao redor acabam ficando com medo de ser assaltadas por você. Realmente da vontade de assaltá-las só pra elas deixarem de ser toscas, pois isso é algo muito chato pra mim. E vou percebendo mais ataques como esse conforme eu deixo as minhas características negras mais expostas, como por exemplo, tenho deixado o meu cabelo crescer e ele é crespo, automaticamente as pessoas não respondem isso de forma positiva.

Bom, a mensagem pro dia de hoje, é que tentemos entender mais o próximo e principalmente nossos familiares. Todos nós temos a nossa construção como pessoa, e isso não começa apenas de nós mesmos. Muita coisa que carregamos vem lá de trás, muito antes de nossos pais. Então, por mais que tenha coisa que as pessoas fazem que acabam incomodando, temos que tentar entender que as atitudes veem de construção social. Obvio que isso não isenta a pessoa de ser corrigida, temos que evoluir, ok? Só sejam pacientes e não deixem a sua história ser esquecida.



E você? O que tem a me dizer sobre sua história? Consegue se conhecer um pouco mais através dela?

Por Wesley Belarmino!

segunda-feira, 16 de abril de 2018

A Favela Me Trouxe Uma Adolescência Fora do Convencional

Ser gay e negro não são as únicos fatos sobre mim que puderam me providenciar uma experiência fora da forma padrão de se ter uma adolescência. Eu cresci em um favela do interior do Rio de Janeiro e isso apesar de ter criado a personalidade incrível que tenho hoje (sendo bem modesto), me gerou um desconforto desde o início de minha criação, tanto a ponto de até hoje eu ainda me sentir desconfortável em falar sobre.

Eu cheguei a nascer em uma casa de classe média, só que ao completar cerca de 2/3 anos, os meus pais se separaram e minha mãe teve de correr para as asas de sua mãe (minha vó) para sobreviver em sua nova realidade de mãe solteira de dois filhos. A minha vó era uma mulher solitária, que também teve de criar seus 3 filhos em um dificil mundo machista que podava as suas esperanças de crescimento socioeconômico.

Minha vó, morava em uma casa em um lugar isolado na favela. Haviam campos em volta de nossa casa, era uma casa sem reboco nas paredes e com janelas pequenas de metal. Eu cresci nesse lugar. Não haviam vizinhos muito próximos, e os mais próximos, não davam a minima para nossa existência naquele local. Os meus parentes também evitavam aparecer em um lugar como aquele, então a casa era mais um local intimo onde só haviam eu, meu irmão, minha mãe e minha vó.

Durante a minha fase de escola, os meus colegas de classe sempre questionavam onde eu morava, pois todos eles moravam próximos uns aos outros ou no minimo já tinham se visitado. Porém, eu tentava dizer o minimo possível para esconder onde eu realmente morava, pois sabia que aquele seria mais um fardo se carregar durante a escola. Eu sabia o que diziam sobre aquelas pessoas que moravam na favela.

Quando vamos amadurecendo, vamos aos poucos aceitando quem realmente somos e de onde viemos. Precisamos passar por essas etapas para nos encontrar de fato. Eu sempre soube que era gay e me assumir para a sociedade e para os meus pais foi algo pouco complicado. Eu demorei para me entender como uma pessoa negra, pois o fato de ser mestiço fez com que o meu entendimento como pessoa negra fosse um processo dificil, aliás, essa sociedade faz com que queiramos nos "salvar" dessa característica.

Agora, me entender como um favelado, criado na favela, é uma visão que ainda está se desconstruindo em minha mente. Isolei-me de mais das pessoas por conta disso, uma coisa tão simples. É apenas o lugar onde eu cresci. Obviamente eu tive uma formação diferente das pessoas que foram criadas em outras realidades, mas a minha carga cultural pode ser tão interessante quanto de qualquer outra pessoa.

Apesar desse fardo que tinha que carregar, hoje consigo ver que foi um fardo desnecessário. Eu não vivi muito da favela pois estava sempre isolado dentro de casa. Porém, a vista do local é algo de que me recordo, e eu adorava ficar observando carros minúsculos nas avenidas que passavam próximas a favela onde habitava. Também a experiência de descer os morros de bicicleta, isso era algo cativante de fato.

Talvez se eu fosse uma criança mais resolvida, eu seria uma criança menos solitária. Gostaria de voltar no tempo e me dizer "aceite as suas raízes e assim tudo será enfrentado de forma leve." Será esse sentimento de vergonha criado apenas pela sociedade cruel que está sempre nos fazendo culpados por não nos encaixarmos nas caixinhas sociais, ou seria a culpa de uma má criação, que infelizmente não me fez entender de maneira correta o que eu realmente era?

Hoje, estou em busca de autoconhecimento. Preciso retornar ao passado e me encontrar, para que assim, eu possa voltar a prosseguir em direção ao futuro. Como posso continuar minha caminhada sem entender para onde estou indo, né?


Você também possuem algo que ainda não aceitam em vocês mesmos? Algo de sua história que tem vergonha de contar? Compartilhe nos comentários. Adoraria saber que não estou sozinho.

Por Wesley Belarmino.

sexta-feira, 9 de março de 2018

O Ser Adulto

Será que já posso me considerar um adulto após os 18 anos? Bom, há um recente artigo científico que aponta que na verdade, por conta do amadurecimento completo do corpo que costuma durar até os 25 anos, a adolescência pode durar até os 24 anos. (Link) É uma pena que na prática eu já possa me considerar um adulto, pois nossa cultura atual nos empurra ao amadurecimento e responsabilidades mais rígidas a partir dos 18 anos.

O engraçado é que em minha época de adolescência (a imposta por nossa cultura atual), eu adoraria virar logo um adulto para poder fazer o que eu quero, morar sozinho e comprar o que quiser com o dinheiro que eu ganhasse. E o que mudou de lá pra cá? Eu descobri que podemos fazer o que quisermos, porém nossas palavras e escolhas têm drásticas consequências. Morar sozinho é um bosta às vezes. Não da pra comprar o que quiser quando se ganha pouco e você deve administrar bem o seu dinheiro, pois você pode ficar com fome ou sem luz.

Talvez algumas pessoas não passem por isso, pois eu vejo muitos amigos que com seus 24 anos ainda seguem morando e sendo sustentados pelos seus pais. Infelizmente eu não tive sorte de ter uma família que pudesse me sustentar, ou seja, querendo ou não eu deveria começar a me virar já cedo.

Ok! Também há as coisas boas em ser adulto. Posso até reclamar bastante sobre as responsabilidades, as vezes é muito chato ter que levantar da cama para resolver a sua própria vida, mas no fim do dia... acredite... sempre há aquela sensação de "Uau! Como eu sou adulto!". Confesso que é uma sensação maravilhosa! E não nego que eu mudei de cidade e sai da casa dos meus pais muito cedo, pois eu estava buscando esse tipo de coisa. Eu precisava ter o meu espaço como eu tenho agora. Sair sem dar satisfação para ninguém, chamar os meus amigos e amantes para fazer um rolê em minha casa sem ser questionado. Isso é sensacional!

A unica coisa hardcore nessa nova fase de vida, é que a partir de ser considerado adulto, você toma noção do que é realmente ser uma pessoa. Como se quando você fosse criança/adolescente as pessoas te vissem como apenas uma criança ou um adolescente. Agora, como adulto, cada atitude que você tomar ou palavra que você disser, as pessoas vão designar um julgamento a você. Ou seja, cada atitude traz consigo uma cadeia de consequências. Então, para você que está chegando nessa idade, tome muito cuidado!


Nunca tenha medo de errar, os erros viram e você vai aprender com eles. Só que a precaução nunca é demais. Tome conta de sua vida, tome conta de você, não seja processado e não mate ninguém. A partir de agora, a vida é sua!








Por Wesley Belarmino.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Sexo, Drogas e Rock'n roll! Onde está o amor?

Em relação a sentimentos eu me perdi, me sinto estagnado. Não consigo sentir nada por ninguém e apesar de ter benefícios nesse meu momento de vida, me sinto incomodado. Vejo no jardim dos vizinhos pessoas que estão à procura do tão sonhado amor da vida, enquanto eu, nem sequer consigo manter interesse nas pessoas.
Teve um evento, onde eu estava em uma fila de entrada para uma balada e um ser místico decidiu ler a minha mão. O mesmo me informou que eu terei muito conhecimento em minha vida, cujo aliás, viverei por muito tempo, porém estou com a minha linha do coração apagada. Isso significa que não amarei alguém de fato?
Falando em fila de balada, me vejo entrando nesses ambientes e conquistando com olhares e dando beijos vazios em até mais de 10 pessoas por noite. Pessoas essas das quais no fim da noite nem me recordo de seus nomes, mas será que isso faz diferença? Sexo, drogas e rock'n roll definitivamente não são amor.
Lembro-me daquele velho Wesley inseguro que achava que nunca seria capaz de conquistar alguém e nunca teria a possibilidade de encontrar o seu tal amor. Depois de suas primeiras conquistas, dos frios na barriga, do suor em sua mão nos primeiros toques e nos primeiros beijos passou por muitas desilusões. Pobre garoto iludido!
Agora, ele é tão seguro de si que se isola do mundo, mantém os seus sentimentos trancados à sete chaves pois não há dignos de seu sentimento. Ele sente saudades de suas primeiras vezes, porém infelizmente se tornou aquilo que um dia já odiou. O pobre garoto se tornou um narcisista incapaz de amar e de se permitir ser amado, criando ilusões amorosas na mente de quem ainda sonha com o tal amor idealizado.

By Wesley Belarmino.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O primeiro amor recíproco

Oi, gente!

Sei que faz tempo que eu não escrevo aqui, mas como escrever sempre foi minha válvula de escape, aqui estou novamente.

Ano passado eu conheci um garoto no tinder, no início era só amizade. Mas aí um belo dia eu o pedi em namoro, a qual recebi como resposta um "não", pensei em nunca mais olhar na cara do moço. Mas não foi bem isso que aconteceu, continuamos nos falando, nos falando...

Em 11 de junho desse ano ele me pediu em namoro, ou seja, quase um ano depois aconteceu o contrário. E eu obviamente aceitei o pedido. Afinal, o amava. Porém, menos de dois meses depois nossa relação chegou ao fim. A questão é que sempre muito mais amigos que namorados, o que fez com que nossa relação não desse certo de fato.

Mais uma vez continuamos nos falando, nos falando...até que há cerca de dois meses mais ou menos, eu decidi dar um basta na situação e o excluir de todas as minhas redes sociais, além de apagar seu número. Demorei para tomar coragem e fazer isso, mas fiz.

E hoje eu percebo que foi uma das melhores coisas que eu fiz. Ontem me peguei olhando nossa foto por uns dez minutos, talvez eu ainda o ame, talvez não. Não sei explicar o sentimento que sinto atualmente, é um misto de liberdade (por ter me livrado de algo que estava me fazendo mal) e um misto de saudades (já que ele fazia parte da minha vida).

A questão é que eu estou feliz sem a pessoa, e é isso que importa, a nossa felicidade. Demorei para entender que ele não era "o cara" da minha vida, mas foi bom enquanto durou. É isso que importa.

Até o próximo post, pessoal!

By RD


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Uma Nova Chance Ao Passado Ou Seguir Com O Futuro?

Já não me recordo muito bem como é utilizar esse blog para expressar os meus sentimentos, porém dentro de algumas discussões comigo mesmo, percebi que precisava recorrê-lo, já que durante muito tempo ele me serviu de válvula de escape.

Muitos já devem saber que após todo o período difícil que passei o ensino médio em minha cidade natal, eu me mudei para uma cidade grande para garantir a minha independência e uma nova forma de enxergar o mundo. 

Algumas coisas até mudaram, porém ultimamente eu passo por outros tipos de sofrimentos e preocupações. Trabalho e faculdade são coisas que realmente têm me sufocado. Além disso, para um adolescente que vivia querendo um relacionamento dos sonhos cujo nunca tinha experimentado algo do tipo, hoje em dia, vive vários relacionamentos de forma dinâmica e muito passageira.

Um pouco depois que comecei a morar sozinho por aqui, conheci uma pessoa que para mim era magnífica, porém não deu certo. Vou deixar linkado aqui um texto que já escrevi sobre ele (Link). Após esse acontecimento, eu passei por uma grande fase de amadurecimento, porém também de autodestruição. Cigarros, relacionamentos vazios com diversas pessoas, sexo casual, noites acordado em baladas me afogando em álcool e coisas do tipo. Nada disso foi capaz de fazer com que aquele sofrimento que a falta dele me causava fosse embora.

Após quase 3 anos desse evento, eu cheguei a conhecer algumas pessoas que me mostraram que a vida deve seguir apesar desse passado e que só o tempo iria curar a ferida que foi deixada. Realmente, comecei a me sentir melhor e aberto para seguir a minha vida para mim mesmo e talvez me relacionar de forma melhor com alguma outra pessoa.

Com essa abertura em meu coração e as cicatrizes quase 100% curadas, eu conheci o Eduardo. Eduardo gosta das mesmas coisas que eu, é sarcástico como eu, ri das minhas idiotices e realmente aparenta querer cuidar de mim. Eduardo está de fato apaixonado por mim e em minha cabeça se abre novamente a esperança daquele adolescente jovem sobre um relacionamento dos sonhos.

Porém, nem tudo é fácil. Um belo dia desses enquanto estava me divertindo na casa de alguns amigos o tal ex que havia me feito tão mal por ter me deixado resolveu me mandar uma mensagem me dizendo o quão me achava especial e que estava com saudades. Questionou aliás se eu ainda me lembrava dele. - Sim, eu me recordo de você todos os momentos dos meus dias. - foi o que gostaria de responder. Porém, tentei ser o mais imparcial possível com o retorno dele. Ele não poderia achar que depois de me abandonar por 3 anos, teria liberdade para voltar como se nada tivesse acontecido.

Com isso, tudo voltou! Estava me sentindo tão melhor e depois disso, voltaram as inseguranças e a vontade de tê-lo por perto que gera um certo aperto em meu coração. Nós conversamos e conseguimos esclarecer muitas coisas que haviam acontecido em nosso relacionamento. Porém, após isso ele voltou a se afastar de mim e isso não faz sentido algum. Sinto como se ele percebesse que eu já estivesse me sentindo melhor e só voltou para quebrar as minhas pernas da felicidade novamente.

Eu não sou mais aquele garoto ingênuo que ele conheceu, mas conversando com ele eu percebi que ele continua sendo exatamente a mesma pessoa. Ou seja, valeria a pena voltar com aquela mesma pessoa que decidiu me abandonar? Repito isso sempre pra mim, mas é dificil convencer o meu inconsciente de que esse cara não vale o meu sofrimento. Ele também disse que anteriormente ele era apenas um muleque também, tentando justificar as suas atitudes, mas meu lado racional não consegue perdoá-lo e o meu lado irracional não consegue esquecê-lo.

Estou completamente aflito no momento, não consigo ir nas aulas, meu desempenho no trabalho foi reduzido, não consigo das a atenção devida ao Eduardo e me sinto muito dividido no momento. Precisava apenas de uma luz sobre o que está acontecendo no momento.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Tìpico Aquariano

Oi, gente!

Eu sou aquariano, nascido em 05/02, e como o título do post mesmo diz, eu sou um típico aquariano. Que tem como característica principal a liberdade.

Por anos (parece que sou velho, mas só tenho vinte anos haha), eu procurei o "amor da minha vida!",
aquele me faria acreditar que o amor existe de verdade. Tá, mas onde entra o signo nisso? Então, depois de muita procura eu cheguei a conclusão de que ao mesmo tempo que eu sempre desejei um amor, eu não desejei.

Eu tenho medo de me tirarem algo essencial para mim: a liberdade.

Odeio ter que dá satisfações da minha vida a alguém, o que eu faço ou irei fazer só eu preciso saber.

Odeio ser controlado, odeio ter que dizer onde estou ou para onde vou.

E justamente por isso, um amor não teria espaço em minha vida, por causa dessa liberdade que eu prezo tanto, sabe?

Por mais romântico que eu seja, eu amo a liberdade. Sou como um pássaro, preciso de liberdade para voar.

Mas isso não quer dizer que fechei meu coração para o amor, óbvio.

Quem sabe um dia aparece alguém para voar comigo? Enquanto não aparece eu vou voando, voando, voando...

Até o próximo voo, digo, até o próximo post!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Identidade Falsa

Olá, galera!

Novamente estou retornando ao blogue para falar um pouco sobre minhas experiências e sentimentos. Não vou prometer que vou ficar, pois percebi que até o momento, o blogue só é a minha válvula de escape para os momentos dos quais estou no fundo do poço e isso é o que faz a verdadeira essência dele. Meu conteúdo vem de meu próprio sofrimento.

Pois bem, estou eu aqui, no fundo do poço novamente. Na verdade, talvez eu nem tenha saído dele, mas apenas vestido uma máscara para me encaixar a uma vida de falsas alegrias.

Nunca me senti realmente feliz nesse período que sumi do blogue, porém eu estava com uma certa esperança de que algo estava pra mudar, e mudanças são o que me faziam sentir bem. Eu namorei, fiz muitas amizades, fui para muitas baladas, fumei muito Beck, bebi bastante e o que eu percebia com isso é que não eram felicidades contínuas. Meus namoros não duraram muito pois sou uma pessoa muito insegura que pressiona o meu parceiro, seja ele quem for. Já as amizades, não consigo mantê-las, pois por algum motivo, nunca me sinto parte do grupo, acabo me afastando, apenas pareço uma pessoa sem conteúdo algum para oferecer, não tenho sobre o que conversar com ninguém. As baladas, eu dancei bastante, beijei pessoas das quais nunca vi na vida, nem as perguntei o nome, mas às 6h da manhã as casas noturnas costumam fechar e aqueles momentos dos quais vivi irão ficar presos pra sempre naquela noite. Os becks que fumei, não conseguia me conectar a brisa de meus amigos e apesar de ter me trazido várias noites de reflexão sobre a vida, a sensação de relaxamento e expansão da mente passavam e eu tinha que enfrentar o tal mundo que​ não conseguia me encaixar no outro dia. O álcool me deu a coragem que não costumo ter, minha timidez ía embora, porém no outro dia, eu ainda era aquela pessoa que se força a dar um bom dia no elevador do trabalho.


Entendem o que quero dizer? Estou vivendo como se na verdade não fosse realmente eu, realmente sinto como se todos dias de minha vida eu não passasse de um ator barato. Vocês podem dizer que basta eu seguir quem eu realmente sou, viver a minha vida de minha forma e todo aquele blá blá blá que sempre dizem, porém o problema é que eu não sei qual é meu jeito de ser, não sei mais quais são os meus gostos ou quem realmente sou. Sinto que eu me perdi e não faço a menor idéia de qual momento de minha vida isso ocorreu ou de como me reencontrar.

Eu estava namorando a um tempo atrás. Nós tivemos algumas brigas onde eu percebi que eu realmente estava sendo exagerado com as minhas exigências e eu nem sequer parecia ter algo a oferece-lo. Ele estava apegado à mim e eu à ele. Ele é diagnosticado com depressão e em algum momento de nossas brigas ele me disse que eu estava o machucando muito quando brigávamos e foi aí que percebi que talvez deveríamos terminar. Isso me doeu, mas eu não quero causar mal a ninguém. Sinto falta dele, mas sei que foi necessário, não só ter me afastado dele, mas de também ter me afastado de alguns amigos mais próximos.

Eu me tornei uma pessoa falsa e tóxica. Eu trago tristeza em minha bagagem e contaminó quem está próximo, não posso deixar que isso aconteça, pois isso além de gerar desconforto para outras pessoas, me deixa péssimo. Antes eu tenho que encontrar um meio de cuidar de mim para que assim consiga me encontrar e encontrar um caminho para seguir.

Espero que um dia consiga sair dessa crise de identidade e que encontre um caminho a seguir. Porém, no momento, não faço menor idéia do que está acontecendo com a minha vida.

          
By Wesley Belarmino.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Reflexões de uma quarta feira

Quarta feira,noite,chuva lá fora e nos ouvidos Vanessa da Mata. A música sempre foi minha válvula de escape,além de escrever.

Eu sempre me questionei o porquê de eu sofrer tanto por amor,seja pelos amores que não vingaram,seja pelas decepções que tive.

E a resposta era sempre a mesma na minha mente:"Você é muito romântico,tem que parar um pouco".

A questão é que eu nunca consegui deixar esse romantismo que tenho,vejo amor em tudo:em poesia,em uma mensagem de bom dia,em um abraço,no olhar...

O amor é o que me move,é o que me faz ter certeza que a vida vale a pena.

O amor,ah,o amor...

Talvez nunca consiga definir o que é amor realmente,e o porquê de eu nunca desistir de lutar e de sonhar para viver intensamente um.

Mas sei de uma coisa:ninguém nunca vai me tirar o amor...

Até o próximo post!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Eu quero algo além de uma foda

Oi,gente!

O título desse post resume em linhas gerais o meu desabafo nesse post,vivemos num mundo hoje em que as pessoas só querem sexo(não que não seja bom,ok?) mas cara,e o relacionamento,fica onde nisso?

Eu percebo isso nos próprios apps para conhecer pessoas(sim,eu uso,mas só o tinder,os outros eu tentei usar mas nem rola haha).

Eu estou no app não para uma foda rápida,estou para CONHECER ALGUÉM,conhecer a pessoa,e se rolar algo,rolou.

Esse rolar algo pode ser uma amizade,não necessariamente um relacionamento amoroso,mas infelizmente muitos dos garotos eu não vejo não pensam dessa maneira.

Olhando esses aplicativos eu percebo tanto isso que fico a me questionar se não eu o errado,ou se sou um rapaz diferente realmente?!

Talvez eu seja diferente mesmo:eu acredito no amor,aquele sentimento que faz seu coração bater mais forte,que te faz planejar inúmeras
possibilidades com a pessoa amada,que te faz...amar.

Como eu digo no título,eu quero mais,eu quero algo além de uma foda,eu quero amor,e isso meus amigos,é diferente de foder...

Até o próximo post!

Por RD

sábado, 2 de julho de 2016

Ser feliz sozinho?!

Oi,gente!

 Sim,eu sei que estou sumido do blog um pouco,minhas atividades da facul e do trabalho acabaram me atrapalhando um pouco, mas acho que voltei em definitivo. 

O tema desse post é algo que eu venho a tempos para escrever no blog mas me falta tempo. Então, um amigo me questionou uma vez sobre a escolha que fiz de ser feliz sozinho. Não que eu não tenha amigos ou queira viver isolado das pessoas, mas escolhi não ficar a procura desesperadamente por alguém, se aparecer bem,se não aparecer, bem também. Essa busca desenfreada por alguém que há um tempo eu fiz só me fazia ter decepções amorosas e ficar mais triste ainda. 

Nesse último final de semana eu fui a um parque daqui da cidade sozinho,já que minhas amigas passaram mal na véspera,claro que as pessoas me olharam meio diferente por estar sozinho,mas eu estava feliz,afinal estava conhecendo um novo lugar. Tem gente que odeia ficar sozinho,acha que é sinônimo de solidão, mas eu gosto. 

A minha companhia já me basta,não que eu queira necessariamente outro alguém,mas estou bem do jeito que estou. Isso me leva a concluir que:o bom da vida é ser feliz,sozinho, acompanhado, se você é feliz meu caro,isso que importa.

 É isso,até o próximo post. 

Por RD

sábado, 14 de maio de 2016

Jovem Adulto Frustrado

 Olá, Pessoas!

 Será que alguém por aqui ainda se lembra de mim? Sou aquele antigo adolescente que escrevia alguns desabafos sobre textos mal escritos aqui por esse blog.

 Bom, a minha fase de adolescência já se foi, no momento só estou vivendo como um jovem adulto frustrado. Morar sozinho, se sustentar, administrar relacionamento com as pessoas... isso tem sido muito complicado pra eu lidar. Nada acabou ocorrendo como eu imaginava, mas na verdade isso tem sido a melhor coisa que esta me acontecendo.

 Viver longe da família, ter sua própria casa e seu dinheiro te traz um mundo de possibilidades, são suas escolhas, você consome elas e lida com as consequências, sem interferência alheia e isso de fato é muito prazeroso. Sair com os amigos, voltar a hora que quiser pra casa, provar de tudo um pouco.

 Não estou querendo chegar algum lugar com esse texto, é só um pequeno desabafo, mas aliás, se não me engano foi assim que comecei esse blog em minha adolescência... é da dor que surgem os meus surtos de genialidade. Porém, o que eu concluo com isso é que muita coisa mudou de lá pra cá, aquele Wesley inocente, tímido, que tinha medo das pessoas e tentava fazer as coisas sempre de forma que agradasse a todos esta morrendo cada vez mais para dar espaço a um novo Wesley.

 Eu gosto desse novo Wesley, esta virando um grande homem, ele toma suas próprias decisões, tem suas próprias opiniões, seus próprios gostos, impõe seus próprios limites e apesar de ter aprendido com muita dificuldade que o mundo não gira ao seu redor, esta aprendendo cada vez mais como girar ao redor do mundo.